Já deixou escapar uma grande oportunidade na sua vida por que não soube? Ou então, não conseguiu se decidir naquele exato momento? Já ficou emocionalmente abalado(a) durante dias por conta de um comentário negativo? Todos nós já passamos por isso. Como disse o psicólogo e estudioso da inteligência emocional, Daniel Goleman,

“emoções fora do controle fazem das pessoas espertas, estúpidas.”

Controlar nossas emoções em um momento de tensão pode ser o diferencial entre a vida e a morte, já dizia o piloto de avião que precisou fazer um pouso emergencial com centenas de passageiros a bordo.

A verdade é que nem todas as pessoas têm essa capacidade desenvolvida. O que ocorre, porém, é que quase sempre que percebemos a importância do autocontrole é, justamente, quando ele nos falta. O comportamento de autossabotagem, é algo recorrente na vida das pessoas, sendo um dos principais motivos de fracassos.

Diante da importância de refletir sobre isso, nunca se falou tanto sobre o tema como na atualidade. Mas, afinal, o que é inteligência emocional? Para entender melhor o assunto, confira o post que preparamos. Você vai aprender sobre o conceito e o caminho para desenvolver essa qualidade!

 

O que é inteligência emocional?

 

Por muito tempo o sucesso das pessoas foi medido por meio da sua inteligência intelectual, o chamado Quociente de Inteligência (QI). Entretanto, essa não é mais a realidade. Na verdade, estudos mais recentes apontam que a inteligência emocional determina diretamente o potencial do indivíduo no que tange às grandes decisões.

Segundo Goleman, o indivíduo emocionalmente inteligente é aquele capaz de detectar suas próprias emoções com mais facilidade, não se deixando levar por elas. Sendo assim, ele se automotiva a seguir adiante, superando as situações com menos dificuldade.

O fato é que entender, controlar e modificar o próprio estado emocional é uma habilidade altamente valorosa e eficaz em todos os segmentos da vida; mas a má notícia é que poucas pessoas conseguem dominar essa arte. Gerir os próprios sentimentos pode ser uma tarefa muito mais complexa do que fechar um bom negócio, por exemplo.

Todavia, parte da nossa educação nos ensina que a vida prática, do dia a dia, não requer um autoconhecimento. Esse olhar se baseia numa visão dualista em que mente e corpo, razão e emoção. Saúde mental e corporal são trabalhadas separadamente.

No entanto, esse paradigma já foi derrubado pela ciência, há décadas, embora ainda seja internalizado em nossos hábitos de forma lenta. Hoje, não é tão absurdo falar sobre inteligência emocional no contexto de trabalho, como seria na era industrial.

Assim, é possível perceber um espaço significativo para esse debate, porém, ainda temos muito que avançar no sentido de valorizar, de fato, essa característica como parte indivisível do amadurecimento e do desenvolvimento humano.

 

Por que eu preciso desenvolvê-la no trabalho?

 

Atualmente, já existe uma preocupação para que a inteligência emocional tenha espaço no mundo corporativo, principalmente, nas empresas que alcançaram patamares mais elevados. Portanto, o autoconhecimento é tão essencial, quanto a capacitação profissional no contexto do trabalho.

Se você, por exemplo, está atrás de grandes oportunidades profissionais, saiba que as empresas estão cada vez mais exigentes quanto aos testes de inteligência emocional. Afinal de contas, grandes lideranças exigem grandes responsabilidades. As companhias querem líderes emocionalmente estáveis, que possam treinar e executar manobras em tempos de crise.

Portanto, essa preocupação serve também para quem já está empregado, mas que gostaria de ser promovido e alcançar níveis mais estratégicos na sua função, como os papéis de liderança. O autoconhecimento promovido pelo aprofundamento do olhar sobre as emoções é a chave para aumentar o Quociente Emocional (QE) tão valorizado, pelas empresas, no momento atual.

A equipe é reflexo da liderança. Se o líder for desequilibrado emocionalmente, ele transmitirá isso para seus instruídos. E em meio a uma dificuldade maior, tal comportamento pode ainda piorar o cenário. É o clássico efeito dominó: quando uma peça cai, as outras tombam juntas.

 

Qual o diferencial que a inteligência emocional proporciona?

 

Geralmente, os sentimentos submetidos às tensões são elásticos. Todos estão sujeitos a fracassar, errar ou cair, porém, o que faz a diferença é a capacidade de se recuperar. Nem todos conseguem lidar facilmente com os seus problemas. Aceitar a dificuldade e extrair algo positivo de um momento difícil é o que torna uma pessoa com inteligência emocional mais forte.

Existem profissionais que se abatem ao serem criticados, que não aceitam julgamentos sobre a execução do seu trabalho, não sabem lidar com preocupações, resultados ruins e sobrecarga de trabalho. Por isso, é essencial trabalhar as emoções e tentar equilibrá-las. Nesse sentido, a resiliência é uma habilidade a ser constantemente praticada.

É o autoconhecimento que permite que alguém receba críticas e não se desestabilize. É ele que faz com que a pessoa reconheça onde precisa melhorar e quais são seus pontos fortes e fracos. Tudo isso é necessário para saber se colocar no trabalho. Assim como, administrar a própria carreira para um rumo que trará sucesso de forma coerente com a sua vida pessoal.

Portanto, pratique a competência emocional, e entenda que a estabilidade interna não está ameaçada pelo que ocorre externamente! A vida é cíclica, e há sempre altos e baixos, mas podemos buscar um ponto de equilíbrio que diminua essas oscilações.

Focar no que pode ser resolvido, ser assertivo, bondoso e empático — mas sem esquecer dos próprios limites — são alguns dos ganhos para quem desenvolve essa característica. Tudo isso reflete positivamente no relacionamento com outras pessoas, criando uma realidade profissional muito mais agradável.

 

Como ter harmonia entre o individual e o coletivo?

 

O esforço para não se deixar afetar, negativamente, por acontecimentos externos, a ponto de se prejudicar, deve ser levado a sério.

A preocupação com o outro e com a forma pela qual somos vistos, fazendo parte de uma coletividade, se torna mais harmônica, na medida em que diminuímos a nossa carga emocional mal resolvida (rancor, insegurança, raiva). Essa sensação de segurança possibilita que não sejamos mais atingidos por possíveis crises desencadeadas em situações com as quais não concordamos.

A inteligência emocional é capaz de oferecer visões mais claras sobre o que é possível resolver e a melhor maneira de ser feito. Além disso, é o Quociente Emocional que desenvolve a capacidade de aceitar aquilo que não pode ser mudado, criando o que chamamos de resiliência. Em outras palavras, fica mais fácil de se adaptar às mudanças e aos desafios que podem vir junto delas.

Praticando essas competências você conquista a autoconfiança e o equilíbrio emocional, não apenas para o trabalho, mas para a vida, já que ambos os polos se relacionam entre si e são afetados positivamente pela inteligência emocional.

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